sabe aqueles dias em que acima de tudo você se sente sozinho, filho único, longe de risos, longe do calor, da euforia, do fulgor...
Dias que pode virar semana, mês... tao doídos a princípio, que parece que por fim, seu corpo cria imunidade a esse vírus melindroso que te ataca a mente e endurece os sentidos, e entao, agora você surpreendentemente, já nada sente. Nada consegue sentir. Vibração já não é sentida há algum tempo, mas agora nem agústia é mais recebida em seu corpo, seu estado é vegetativo, incosciente, dopado, dormente. O pulsar de suas veias agora cessa. Nenhuma expressão pode ser vista ou sentida. Nem se pode dizer que há uma vida, há um corpo, quase um robô, que se alimenta de gestos mecânicos e repetitivos. Um aborto da natureza, nem homem, nem animal, nem qualquer outra coisa que não, coisa, uma coisa, um algo, um indefinível algo, que não cabe na classificação, nomenclatura ou designação de nenhum reino, espécie, nenhum tipo de verbo ou estado, nenhum tipo de criatura ou aberração, nem música, cifra, literatura ou momento...
"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho" - Mário Quintana
domingo, 27 de janeiro de 2008
domingo, 23 de dezembro de 2007
Ouvi no Gragoatá
Numa quarta-feira incomum, sentada lá em baixo do meu querido bloco N, matando aula de antropologia, eis que ouço: "Nós transformamos a liberdade numa puta que anda de mão em mão". Pessoal de História, já eu diria "quem dera!". Infelizmente nossa sociedade extremamente tradicional, prefere as santinhas, as conservadoras. Já dizia Chico Buarque : "de que me vale ser filho da santa, mas valeria ser filho da outra...".
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
sábado, 1 de dezembro de 2007
"O teatro mágico entrada para raros"
No inicio era o verbo... e o verbo era Deus...
e o verbo estava com Deus,
e já não eram sós , ambos conjugavam-se entre si,
discutiam quem seria a primeira e a segunda pessoa,
quem era verbo... quem era Deus,
a ação e a interpretação... quem era a parte e quem era o todo.
Deus (o pai, o filho e o espírito santo),
era também o verbo (regular e irregular)
e todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito
e quem seria o predicado,
quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria
a forma "mais que perfeita"!
Deus era o verbo e o verbo era Deus,
conjugavam-se de maneira irregular... explicitando suas diferenças,
reconhecendo os fragmentos e os complementos
buscavam a medida certa
E assim... reconheceram-se uno...
Eu deus, tu deus, ele deus, nós deus, vós deus... eles deus
Somos dotados deste curioso poder,
mudamos nosso significado, nosso signo,
nosso comportamento e nossos conceitos
(que por sua vez chegam ate nós depois de se modificarem
muitas e outras vezes!)
temos uma ferramenta e tanto nas mãos, e nos pés...
Temos acorrentados nossos motivos de sobra pra relaxarmos
e acomodarmos com a vida que levamos agora...
(...)
(Fernando Anitelli)
e o verbo estava com Deus,
e já não eram sós , ambos conjugavam-se entre si,
discutiam quem seria a primeira e a segunda pessoa,
quem era verbo... quem era Deus,
a ação e a interpretação... quem era a parte e quem era o todo.
Deus (o pai, o filho e o espírito santo),
era também o verbo (regular e irregular)
e todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito
e quem seria o predicado,
quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria
a forma "mais que perfeita"!
Deus era o verbo e o verbo era Deus,
conjugavam-se de maneira irregular... explicitando suas diferenças,
reconhecendo os fragmentos e os complementos
buscavam a medida certa
E assim... reconheceram-se uno...
Eu deus, tu deus, ele deus, nós deus, vós deus... eles deus
Somos dotados deste curioso poder,
mudamos nosso significado, nosso signo,
nosso comportamento e nossos conceitos
(que por sua vez chegam ate nós depois de se modificarem
muitas e outras vezes!)
temos uma ferramenta e tanto nas mãos, e nos pés...
Temos acorrentados nossos motivos de sobra pra relaxarmos
e acomodarmos com a vida que levamos agora...
(...)
(Fernando Anitelli)
Kant
"(...) foram as doenças que deram origem a fisiologia; e não foi a fisiologia, e sim a patologia e a clínica que deram início à medicina. (...) para dizer a verdade, não sentimos o bem-estar, pois este é simples consciência de viver, e só seu impedimento suscita a fora de resistência."
domingo, 25 de novembro de 2007
Agora me confundo,
Não sei quem namoro,
quem me cerca,
a cada dia descubro um nova verdade, uma nova mentira,
Pesoas que não são,
ocultas, turvas,
que não me revelam suas idiossicrasias,
que me são reveladas pelos acasos
Fantasias,
se fantasiam,
pessoas mais íntimas que me fogem, que fogem
que a mim não querem ser tangíveis,
ninguém me é claro,
Não tenho pessoas,
coleciono máscaras, farsas, papéis,
esteriótipos criados, moldados a ocasião
De que me adianta tê-las se não as tenho,
Preciso me libertar delas,
não as quero,
as quero,
quero em essência, em virtude,
ouvir os mais ridículos pensamentos,
possuir a mais depravada lembrança,
saber o que tira o folêgo e as faz perder a fala
quero tê-las
Mas ao contrário elas se escondem,
Pareço viver num universo paralelo,
não há atores reias,
só há figurantes entrando e saindo,
enlouquecendo-me com suas faces desconhecidas, com o barulho de seus sapatos,
com o vai-e-vêm de suas vozes, de seus ruídos,
inebriando-me com seus cheiros,
cegando-me com suas cores
Mas se deles me livrar sei que virão outros,
e virão porque eu os chamarei, porque preciso
preciso encontrar um ser que seja suficientemente capaz de permanecer,
que não tenha qualquer sentimento que o impessa de ser,
mas ser comigo,
acima de tudo, mais que tudo,
numa vontade sufocante,
num querer incontrolável,
de ser para mim.
Não sei quem namoro,
quem me cerca,
a cada dia descubro um nova verdade, uma nova mentira,
Pesoas que não são,
ocultas, turvas,
que não me revelam suas idiossicrasias,
que me são reveladas pelos acasos
Fantasias,
se fantasiam,
pessoas mais íntimas que me fogem, que fogem
que a mim não querem ser tangíveis,
ninguém me é claro,
Não tenho pessoas,
coleciono máscaras, farsas, papéis,
esteriótipos criados, moldados a ocasião
De que me adianta tê-las se não as tenho,
Preciso me libertar delas,
não as quero,
as quero,
quero em essência, em virtude,
ouvir os mais ridículos pensamentos,
possuir a mais depravada lembrança,
saber o que tira o folêgo e as faz perder a fala
quero tê-las
Mas ao contrário elas se escondem,
Pareço viver num universo paralelo,
não há atores reias,
só há figurantes entrando e saindo,
enlouquecendo-me com suas faces desconhecidas, com o barulho de seus sapatos,
com o vai-e-vêm de suas vozes, de seus ruídos,
inebriando-me com seus cheiros,
cegando-me com suas cores
Mas se deles me livrar sei que virão outros,
e virão porque eu os chamarei, porque preciso
preciso encontrar um ser que seja suficientemente capaz de permanecer,
que não tenha qualquer sentimento que o impessa de ser,
mas ser comigo,
acima de tudo, mais que tudo,
numa vontade sufocante,
num querer incontrolável,
de ser para mim.
Alguém que me falou
quero gritar
devo jorrarnao tenho um amor, tenho amor, nao tenho um amor para dar amor
quero gritar
grito de cachoeiras, soltas de suas represas, libertas de suas folhas e arvores decaidas, de minhas artificiais-naturais barreiras de dor
tenho amor como quero um amor para jorrar rios de flor tenho um caminho de esmeraldas para compartilhar fincadas na terra aberta caminhos humanos ruas e ruelas quero jorrar passar cantando com minha turba que canta o grito de felicidade do peito, a coragem fogo das aguas que tem a certeza incerta tranpassar fluir á um dia alcancar o mar......
quero gritar essa alegria esse amor fantasia carnaval de um instante pois nao encontro na multidao que ouve somente meus susurros aquele aquela que poderá ser meu par que ouvira meu gritar de amor e dor que sera meu amor que daquele instante em diante sera um eterno instante como o brilho no olhar (como as ondas do mar), que terá será?! o fragor daquela flor e mato-mata de jardins selvangens, tera sei aquela seducao andando em seu andar, sentada em seu contemplar, rezando em seu templo com toda a dor e amor do mundo como se ao seu redor o mundo estivesse a se revolucionar de ventos e poeira de ondas e ventos a levantar espumas arrrebentando sobre o penhasco mais alto de sua vida mantendo em seu peito meu leito sua vida .......
pedroponcioni
devo jorrarnao tenho um amor, tenho amor, nao tenho um amor para dar amor
quero gritar
grito de cachoeiras, soltas de suas represas, libertas de suas folhas e arvores decaidas, de minhas artificiais-naturais barreiras de dor
tenho amor como quero um amor para jorrar rios de flor tenho um caminho de esmeraldas para compartilhar fincadas na terra aberta caminhos humanos ruas e ruelas quero jorrar passar cantando com minha turba que canta o grito de felicidade do peito, a coragem fogo das aguas que tem a certeza incerta tranpassar fluir á um dia alcancar o mar......
quero gritar essa alegria esse amor fantasia carnaval de um instante pois nao encontro na multidao que ouve somente meus susurros aquele aquela que poderá ser meu par que ouvira meu gritar de amor e dor que sera meu amor que daquele instante em diante sera um eterno instante como o brilho no olhar (como as ondas do mar), que terá será?! o fragor daquela flor e mato-mata de jardins selvangens, tera sei aquela seducao andando em seu andar, sentada em seu contemplar, rezando em seu templo com toda a dor e amor do mundo como se ao seu redor o mundo estivesse a se revolucionar de ventos e poeira de ondas e ventos a levantar espumas arrrebentando sobre o penhasco mais alto de sua vida mantendo em seu peito meu leito sua vida .......
pedroponcioni
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