segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Questão de objeto

Se a expectativa, por um lado, faz fechar os olhos para o que está sendo experimentado; por outro, sem ela, de que adianta experimentar?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"A fé tem que ser cega para Deus ser fiel."

"Qual a diferença do átomo para o milagre? Nenhuma, do ponto de vista da experiência, nenhuma..."

A. E.

domingo, 30 de agosto de 2009

Há quem ache belo, o negro

E se eu te perguntasse o que fazer com os dias tristes? O que fazer com aquele vazio que infelizmente, ninguém liga se há ou não em mim, em nós? Os dias alegres é tranquilo. Todo mundo sabe o que fazer com os dias alegres. Tristeza é pejorativo. Os dias tristes, são carregados de sinônimos ruins, coisas que devem ser evitadas, combatidas, eliminadas. E por que? Preencheria mais o infinito da mente, a alegria do que a tristeza? Não, certamente não. Que seria do dia sem a noite? A claridade ofusca. Ser unilateral é perder o eclipse. Porém, não fomos criados para sermos preenchidos com a tristeza. Só a alegria é aceita como vindoura e mensageira de boas novas.
É uma pena, que as pessoas não saibam o quão linda e magnifíca, é a tristeza. Basta apenas, saber tirar proveito dela.
Ser feliz na tristeza, pois a graça é a inconstância.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Não tenho paciência pra televisão

E então, foi quando eu questionei a intensidade. Tudo me veio a cabeça hoje por lembrar de uns comentários que eu vi num programa de televisão, durante as férias. Na hora fiquei meio atordoada (talvez atordoada seja extremamente exagerado), como quando se depara com alguma coisa pela qual você sabe que deveria perder uns minutos para sobre ela. Sabe, quando soa estranho, mas você não faz muito esforço para pensar na hora. Hoje, pensando livremente sobre mil coisas, fui acometida pelas vozes femininas do programa: "não, porque essa história desse amor todo de começo, de início, aí dá essa vontade de ver todo dia, de dormir junto todo dia, ficar ligando toda hora, quer ficar 24 horas colado... aí pronto, é o fim. Estraga tudo. Logo, logo, enjoa e um não aguenta mais ver o outro..." Isso obviamente foi dito com outras palavras que eu não lembro mais nem uma linha, mas o sentido foi esse. Credo! Tive um estalo na cozinha hoje. Então, o que fazer? Se deixar levar pelo sentimento, viver tudo que você está implorando para viver, extrapolar, ter dias dos mais apaixonados e arriscar perder tudo? Dias tão ofegantes que podem sufocar. Pode ser. Mais o que vale mais a pena? Viver tudo em um mês ou em um ano? Haveria diferença qualitativa nisso? Homeopatia ou antibiótico? E se for pra acabar, melhor que acabe logo, ou que dure mais um pouco? Beber muito rápido pode fazer engasgar. Bebendo devagar, nunca se fica bêbado, nunca se experimenta um porre. E porres devem mesmo ser experimentados, mesmo sabendo que no dia seguinte poderá vir a ressaca. Ah, talvez seja só questão de mudar de canal.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mais clichês

Eu poderia te explicar a paixão assim: sabe aquele corisco que dá no céu anunciando uma tempestade? Aquele raio que corre no céu quando vai chover? Então... é chuva forte no meio da tarde, em tempo quente. Paixão esquenta o corpo, faz acordar. Já o amor é chuva fina. Sabe, chuvinha insistente, teimosa que perdura o dia inteiro, num dia mais cinzento, que dá vontade de ficar quietinho, embolado. Paixão é que nem tequila, amor é como vinho (tinto e seco) e champagne é igual wisk, pura solidão.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Disponha

Você diz que foi como com um sonho. Eu diria que foi como voltar pra casa. Como chegar em casa depois de uma longa viagem, cansativa e desgastante. Como rever fotos antigas, como estar com velhos amigos, como chorar sorrindo de saudade. Como lembrar que se é feliz.
Como o conforto de estar no seu canto, de estar aonde ama, de estar aonde se pode esquecer de tudo, esquecer que há todo-o-tudo-mais lá fora. Simplesmente, e apenas descançar, depois de tantas e tantas voltas turbulentas.
Estar aonde se tem paz, a calmaria depois da tempestade. Como ouvir o barulho da chuva branda e sentir o cheiro da terra molhada. Como cochilar embaixo do sol sereno no inverno. Como sentir cheiro da broa da sua avó saindo do forno. Como pôr-do-sol na praia no começo das férias.
Seus braços são paz, seu corpo é meu lugar. Minha morada eterna é esse peito apaixonado. E sabe que tens aqui em meu colo, o abrigo mais seguro para as horas mais incertas, passe o tempo que for, venha o que vier...
E ah, quanto ao quarto bagunçado, não precisa me agradecer. Eu sei que você o adora assim tanto quanto eu... disponha.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pela luz (azul) dos olhos teus

Lembrei-me ainda hoje o primeiro dia em que reparei que você punha os olhos em mim como quem quer algo para si. Esses olhos... confesso que não sou de reparar em olhos. Não costumam me dispertar tanto. Geralmente, me causa mais o olhar, mas seus olhos são um algo à parte. Talvez seja inocência minha, mas me parecem ser os olhos mais bonitos da face da Terra. Parecem capazes de enxergar tudo o que há em mim. Desnudam minha alma. Fico sem ter como fugir da penetrabilidade deles, da força que tem esse seu azul. No entanto, não me cristalizam, não me fazem parar e perder a orientação, ficar sem saber agir, não me inibem. Ao contrário, me fazem querer. Brinco com eles. Tiro proveito do gosto que eles têm por mim. Abuso da curiosidade insistente deles. Ninguém me olha como você. Não sei o que minha presença causa a esses seus olhos, a essa sua pessoa intrigante, mas já causando como causa... já está bom.

sábado, 30 de maio de 2009

Ontem não podia deixar de ser comentado

Toni Garrido que me desculpe, que "todo mundo sempre espera alguma coisa de um sabádo à noite" eu não descordo, mas não podemos menosprezar as sextas-feiras. Uma sexta-feira pode te desnortear, acredite. Seja por causa de um filme, de um toco... enfim, há muita filosofia na sexta-feira (e coisas que nem o sábado vai conseguir mudar).

Cada um com seu veneno

"Pra quê fumar se eu como trakinas?" R.V.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sorte que celulite e estria não é coisa de dar em buchecha senão, estaria perdida!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

E o pulso ainda pulsa

Eu gosto de mostrar a carne, ver os nervos, sentir o cheio dos músculos; a superfície não me interessa. O sangue que pulsa está dentro. A circulação que aviva percorre as artérias, as veias, não pêlos, não as unhas; esses já estão mortos. São só adereços.
E caso me pergunte: "e dentro o que há?" Logo te respondo: "Não há nada". Não há essência, não há personalidade. Há estados, há passagem. Há é corpo, há a vida. Há marcas, há vestígios, pistas de quem fui, de que sou, de onde vivi, das pessoas com quem estive... daí, se você quizer chamar isso de essência, tudo bem... que importam os nomes, de que falam os nomes senão de mais produção de marcas? Para mim, no entanto (realmente não pude deixar de concordar) de perto, ninguém é nada.