"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho" - Mário Quintana
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
14/08/08
É incrível a sua capacidade de destruir as coisas, arruinar expectativas, anseios, desejos. Como uma pessoa tão linda pode querer se ofuscar tanto? Pode ser tão mascarada, tão burocrática, tão travada e cheia de dedos, de requintes e sofisticações supérfluas, rodeios? Ora somos o que afinal, estranhos? É o que você sugere... se afasta, se protege da intensidade, há um eterno medo em seu querer. Enfim, não sei quem és. Conheço, e isso sim muito bem, seu duplo. Boa noite... boas compras...
sábado, 9 de agosto de 2008
Minha saldosa maloca
Quando eu era criança ficava inventando mil maluquices para fugir de casa. Hoje eu fico criando mil desculpas para voltar para lá.
domingo, 3 de agosto de 2008
Incompletude
Talvez meu maior medo seja conseguir o que quero... instantâneamente terei que parar de desejar o que consegui. E não conheço coisa melhor, melhor sensação do que a de estar paquerando, fazendo charme, enrolando, seduzindo. Derrepente, você consegue, conquista a coisa que namorava distante com os olhos famintos, insaciáveis; agora já são mornos e tenros. Nada contra, mas calor é melhor, paixão é melhor, desejo é melhor... melhor que satisfação. Desejo move a vida, satisfação estagna. A corrida pelo que se quer tem mais tempero do que a chegada. É por isso, creio eu, que muitos ficam dando voltas para não chegar nunca. É tão gostoso estar num projeto, no meio do caminho. Ali podemos esperar tudo, sonhar com tudo, idealizar de toda e qualquer forma o que está por vir, ainda é possível fazer isso. E, quanto mais nos aproximamos da conquista, mas moldada ela está e menos possibilidades nos são reais, já está tudo direcionado, culminando num ponto certeiro, sem mais chances.
Sem falar no terror que é conseguir o que queremos, na perda de referência, na desorientação que gera. Não sabemos mais o que queremos, o que mais tem por ai agora que nos faça correr atrás. É preciso sempre ficar no desejo, sempre ter algo incompleto, em vias de desenvolvimento. Conseguir é algo muito intrigante. Que fazer agora com isso? O lado azedo do sabor da vitória pode acabar estragando todo o seu gosto, e talvez o que parecia tão brilhante de longe, na realidade, descobriu-se ser fosco ao se aproximar. E todo o brilho se perde.
Como canta Leoni:
"Só enxergo o que não posso ter, mas se qualquer dia eu conseguir, vai perder a cor, desaparecer, como tudo que me fez feliz..."
Sem falar no terror que é conseguir o que queremos, na perda de referência, na desorientação que gera. Não sabemos mais o que queremos, o que mais tem por ai agora que nos faça correr atrás. É preciso sempre ficar no desejo, sempre ter algo incompleto, em vias de desenvolvimento. Conseguir é algo muito intrigante. Que fazer agora com isso? O lado azedo do sabor da vitória pode acabar estragando todo o seu gosto, e talvez o que parecia tão brilhante de longe, na realidade, descobriu-se ser fosco ao se aproximar. E todo o brilho se perde.
Como canta Leoni:
"Só enxergo o que não posso ter, mas se qualquer dia eu conseguir, vai perder a cor, desaparecer, como tudo que me fez feliz..."
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
De família
Minha vó já me disse que um homem que realmente tem interesse, sentimentos por uma mulher, um homem realmente apaixonado por uma mulher, agrada a família dela. Hoje, depois das aulasde psicanálise, eu afirmaria diferente. Na verdade, um homem esperto é que procura agradar a família dela.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Caso de identidade
Esses dias aconteceu algo que me deixou preocupadíssima! Sim, e com certeza já aconteceu a todos, e foi considerado um fato corriqueiro por esses outros, aposto. Um fato comum e somente meio incomodo, mas não grave. Mal sabem vocês! O que me aconteceu? O mais terrível, o que mais assombraria qualquer sujeito! Cortei meu dedo. E não foi do lado, na parte da frente da mão, não. Foi na digital, um pequeno, raso e deformador corte na minha expressão mais única e verdadeira! Nada diz de mim como ela, nem meus olhos, nem meu cabelo, formato do rosto, tamanho dos pés, nem qualquer parte do meu corpo nem a extensão dele: roupas, brincos, tatuagem, esmalte, celular, mochila; e nem o que faço desse meu corpo: alimentação, horas dormidas, horas de academia, horas de estudo. O que digo, o que penso, o que uso, o que gosto, nada disso é só meu. Sempre haverá uma comunhão de qualquer que me faça parte, exceto claro, minha digital. Ninguém possui esse mesmo desenho, essa marca é minha exclusiva, peça única, arte romântica. Agora percebem meu desespero, lesei a única parte que realmente sou.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Para a pessoa mais infinita
O dificil é ter que deixar você ir embora, pior ainda é quando eu é que tenho que ir. Nao sei se é pior qndo ficamos longe ou quando estamos muito juntos. Nas duas maneira, ficamos acostumados com a situaçao e ai é esquisito quando encontra ou dolorido quando separa. É estranha a sensaçao que tenho, nao tenho pretensao de estar ainda fazendo sexo com você daqui a 1 ano, e nao consigo pensar no nosso namoro com fins matrimoniais, mas talvez seja só porque nao nos atentamos pra isso e nao planejamos onde vamos morar e que nome terao nossos filhos. Paralelamente, nao consigo pensar na minha vida com você de fora, como alguém que eu só encontre por meio do acaso, pela rua, numa festa. O estranho é conseguir abrigar o desejo e o amor, o puro e o sujo, nossos segredos e nossas declaraçoes, nossa traiçao e nossa fidelidade. Mesmo achando que caminhamos para o nada, é como se o nada fosse confortante, como se houvesse o simples prazer de caminhar e nao a ansiedade pela chegada. Te amo
domingo, 13 de abril de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Nietzsche, a genealogia e a história
" A verdade, espécie de erro que tem a seu favor o fato de não poder ser refutada, sem dúvida porque o longo cozimento da historia a tornou inalterlavel"
A microfísica do poder - Focault
A microfísica do poder - Focault
terça-feira, 4 de março de 2008
"Por que estudar lógica?"
(...) O jornalista então exclamou que a postura que temos para com o diabo está errada. Nós não deveríamos chutá-lo, espoliá-lo das raras virtudes que possa ter, maldizer, maltratar, enxovalhar, expulsar de todos os recantos esta criatura. Isso apenas faz com que ele fique pior em seus motivos, rancores, humores já decaídos. Ora, pelas escrituras, deveríamos acolher, amar, perdoar, acalentar o demônio que, desta forma, seria cada vez menos o diabo que é. E tal ação nos tornaria melhor em nós mesmos porque ao invés de abrigarmos medos, ódios, mágoas, ivestiríamos os pensamentos em amor, perdão, amizade. Faria bem à alma e deixaria a pele robusta na primavera que se tornaria a vida. O próprio diabo se sentiria melhor conosco e se desanimaria de seus ânios anteriores. (...)"
Lúcio Packter, fragmento da revista "Filosofia" - editora escala
Lúcio Packter, fragmento da revista "Filosofia" - editora escala
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