sexta-feira, 27 de junho de 2008

De família

Minha vó já me disse que um homem que realmente tem interesse, sentimentos por uma mulher, um homem realmente apaixonado por uma mulher, agrada a família dela. Hoje, depois das aulasde psicanálise, eu afirmaria diferente. Na verdade, um homem esperto é que procura agradar a família dela.

"Se o cheiro é bom, o gosto também deve ser"

Prof. Rafael

terça-feira, 20 de maio de 2008

Caso de identidade

Esses dias aconteceu algo que me deixou preocupadíssima! Sim, e com certeza já aconteceu a todos, e foi considerado um fato corriqueiro por esses outros, aposto. Um fato comum e somente meio incomodo, mas não grave. Mal sabem vocês! O que me aconteceu? O mais terrível, o que mais assombraria qualquer sujeito! Cortei meu dedo. E não foi do lado, na parte da frente da mão, não. Foi na digital, um pequeno, raso e deformador corte na minha expressão mais única e verdadeira! Nada diz de mim como ela, nem meus olhos, nem meu cabelo, formato do rosto, tamanho dos pés, nem qualquer parte do meu corpo nem a extensão dele: roupas, brincos, tatuagem, esmalte, celular, mochila; e nem o que faço desse meu corpo: alimentação, horas dormidas, horas de academia, horas de estudo. O que digo, o que penso, o que uso, o que gosto, nada disso é só meu. Sempre haverá uma comunhão de qualquer que me faça parte, exceto claro, minha digital. Ninguém possui esse mesmo desenho, essa marca é minha exclusiva, peça única, arte romântica. Agora percebem meu desespero, lesei a única parte que realmente sou.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Para a pessoa mais infinita

O dificil é ter que deixar você ir embora, pior ainda é quando eu é que tenho que ir. Nao sei se é pior qndo ficamos longe ou quando estamos muito juntos. Nas duas maneira, ficamos acostumados com a situaçao e ai é esquisito quando encontra ou dolorido quando separa. É estranha a sensaçao que tenho, nao tenho pretensao de estar ainda fazendo sexo com você daqui a 1 ano, e nao consigo pensar no nosso namoro com fins matrimoniais, mas talvez seja só porque nao nos atentamos pra isso e nao planejamos onde vamos morar e que nome terao nossos filhos. Paralelamente, nao consigo pensar na minha vida com você de fora, como alguém que eu só encontre por meio do acaso, pela rua, numa festa. O estranho é conseguir abrigar o desejo e o amor, o puro e o sujo, nossos segredos e nossas declaraçoes, nossa traiçao e nossa fidelidade. Mesmo achando que caminhamos para o nada, é como se o nada fosse confortante, como se houvesse o simples prazer de caminhar e nao a ansiedade pela chegada. Te amo

domingo, 13 de abril de 2008

Tento achar que não é assim tão mal... exercita a paciência.

Guarda os pulsos pro final (saída de emergência).

segunda-feira, 10 de março de 2008

Nietzsche, a genealogia e a história

" A verdade, espécie de erro que tem a seu favor o fato de não poder ser refutada, sem dúvida porque o longo cozimento da historia a tornou inalterlavel"

A microfísica do poder - Focault

terça-feira, 4 de março de 2008

"Por que estudar lógica?"

(...) O jornalista então exclamou que a postura que temos para com o diabo está errada. Nós não deveríamos chutá-lo, espoliá-lo das raras virtudes que possa ter, maldizer, maltratar, enxovalhar, expulsar de todos os recantos esta criatura. Isso apenas faz com que ele fique pior em seus motivos, rancores, humores já decaídos. Ora, pelas escrituras, deveríamos acolher, amar, perdoar, acalentar o demônio que, desta forma, seria cada vez menos o diabo que é. E tal ação nos tornaria melhor em nós mesmos porque ao invés de abrigarmos medos, ódios, mágoas, ivestiríamos os pensamentos em amor, perdão, amizade. Faria bem à alma e deixaria a pele robusta na primavera que se tornaria a vida. O próprio diabo se sentiria melhor conosco e se desanimaria de seus ânios anteriores. (...)"

Lúcio Packter, fragmento da revista "Filosofia" - editora escala

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Quem pode, pode

Vejam vocês, o filme do Sherek é tão bom, que nem precisa que os personagens tenham nome para fazer sucesso. Já pararam para pensar que o burro chama burro? E o gato de botas chama gato? Interessante não? Ah o filme é bom, ninguém nem nota esse (como posso designar?) "detalhe"...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um passo à evolução

Chegará um dia em que não serão mais roubados celulares. Não por atingirmos socialmente uma consciência virtuosa e moral tamanha, mas simplesmente pela desvalorização do produto em questão. Na saga da concorrência, são tantos os artifícios que até aparelhos gratuitos estão sendo oferecidos, e olha que não são aqueles ultrapassados de visor sem cor e som monofônico; são os com câmera, que tocam mp3 e têm acesso a internet com alta velocidade. Assim é fácil até de se desapegar do seu e se confortar mais facilmente com a “perda indesejada”. Acredito até que o assaltante, daqui a um tempo irá perguntar: “o que você tem aí? Ih não, celular eu não quero não”, “ah tu tá de pilha com a minha cara tá? Como assim só tem celular! Ô ... pode passando o dinheiro que essa ... de celular você pode enfiar no ...” e será o dia em que os trocados escondidos no fundo da carteira valerão mais. As pessoas doarão seus aparelhos antigos aos necessitados pela facilidade de trocá-lo por um zero bala; e os contemplados, pelo menos, poderão receber chamadas, caso não tenham dinheiro para créditos.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Copiando da Helô...

"Os fatos são sonoros mas entre os fatos há um sussurro. É o sussurro que me impressiona."

("A hora da estrela", Clarice Lispector)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Mas é carnaval...

Não sei o que se andou ouvindo pelos carnavais do nosso país festeiro, mas creio que ao menos no estado do Rio de janeiro tenha se repetido um fato. Aqui na minha feliz e inocente Barra do Piraí, o carnaval não há, mas nos arredores há. E foi aqui do lado, em Piraí que constatei a febre. A música mais tocado do carnaval, pasmem, não era de carnaval, nem sobre carnaval, nem ao menos soava como uma micareta...Pois é minha gente, os tempos estão mudando e o funk está invadindo tudo que lugar e evento, pra não dizer pessoa. Vai me dizer que sua vó não canta "se ela dança eu danço"? A minha canta (ao modo dela, mas canta)! Sim!! Aposto que até no Natal, rolou um batidão na sua casa, ou talvez pela rua... A questão minha gente, é que o funk não respeita mais ninguém, o inescrupuloso frequenta todas as classes, é ouvido por todas as cores, acompanha o nascer ou pôr do sol de qualquer lugar dentro do país e se enfia em qualquer tipo de festa ou confraternização. Juntou gente mais nova com motivações festeiras lá está o tal. Logo, ao ivés de "olha a cabeleira do zezé", Ivete ou chiclete, o que mais ouvi nesse carnaval foi "Crééééééu".

Um verso de uma bela canção

"(...) A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas os astros, distraída,
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão (...)"

Chão de estrelas - Sílvio Caldas

domingo, 27 de janeiro de 2008

Nostalgia

sabe aqueles dias em que acima de tudo você se sente sozinho, filho único, longe de risos, longe do calor, da euforia, do fulgor...
Dias que pode virar semana, mês... tao doídos a princípio, que parece que por fim, seu corpo cria imunidade a esse vírus melindroso que te ataca a mente e endurece os sentidos, e entao, agora você surpreendentemente, já nada sente. Nada consegue sentir. Vibração já não é sentida há algum tempo, mas agora nem agústia é mais recebida em seu corpo, seu estado é vegetativo, incosciente, dopado, dormente. O pulsar de suas veias agora cessa. Nenhuma expressão pode ser vista ou sentida. Nem se pode dizer que há uma vida, há um corpo, quase um robô, que se alimenta de gestos mecânicos e repetitivos. Um aborto da natureza, nem homem, nem animal, nem qualquer outra coisa que não, coisa, uma coisa, um algo, um indefinível algo, que não cabe na classificação, nomenclatura ou designação de nenhum reino, espécie, nenhum tipo de verbo ou estado, nenhum tipo de criatura ou aberração, nem música, cifra, literatura ou momento...