"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho" - Mário Quintana
domingo, 26 de outubro de 2008
Sonhando com a casa própria
Tudo que eu mais quero é um canto. Ô gente vocês nem sabem o quanto! Qualquer lugarzinho para eu ficar. Só para eu fazer minha bagunça (se é que eu ainda sei fazer bagunça depois desse quartel!). Imaginem eu chegando no meu cantinho assim, de preferência bem pequenininho, aconchegante, fofinho. Eu iria chegar todos os dias da faculdade, jogar a mochila para o lado, arrancar a roupa, ligar a televisão e dizer "oi Miguel"! É, Miguel é um plano que eu tenho desde que vim pra cá: um gato gordo e malhado que me ajudaria a fazer bagunça no nosso cafofo! Vi hoje um gato perfeito, todo Miguel, lá na reitoria da UFF. Fiquei babando! Também teria muita bebida no meu cantito, vinho, vodka, malibu... fora os petiscos e um kit caipirinha e o baralho. Fora as frutas! Fora o som, eu poderia ouvir música gente! Ai meu Deus! E poderia deixar meu tênis no chão! AH e sempre teria alguéns por lá (se colbesse alguéns, senão, alguém tava de bom tamanho!). Um lugar que eu pudesse levar gente e pudesse chegar a hora q eu quisesse e deixar meu mate na geladeira o tempo q fosse! Poderia até abrir mão de Miguel e das biritas e ter apenas um quarto so para mim! Já tava de bom tamanho! Um quarto! Céus, só um quarto! Um pouco de privacidade e liberdade, só isso, só isso. Um pouco mais de um ano sonhando esse mesmo sonho, cada segundo sonhando com isso. Niterói é um lugar muito injusto com nós estudantes. A vida é muito cara, muito cara.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Quando um certo alguém...
E agora todos os dias eu chego em casa com seu cheiro. É seu cheiro que fica pelas minhas roupas e por mim! gosto dele...
domingo, 5 de outubro de 2008
Porque a dor de cotuvelo serve para ser curtida, e o amor é brega
Porque você é o silêncio que me escuta nesse falatório.
Porque a gente vê a vida pela mesma fresta.
Porque nossa vontade de conhecer nunca cessa.
Porque de todas as bagunças que eu faço, a que mais me agrada é a nos seus cabelos.
Porque quando você vai leva parte de mim, e quando eu vou deixo um pedaço.
Porque se com você já não sou, sem você nunca fui.
Porque nada me inspira mais do que sua ausência.
Porque a gente sempre se conheceu desde o momento em que nossas vidas se cruzaram.
Porque nunca conheci amor mais verdadeiro ... que o meu por ti.
Porque a gente vê a vida pela mesma fresta.
Porque nossa vontade de conhecer nunca cessa.
Porque de todas as bagunças que eu faço, a que mais me agrada é a nos seus cabelos.
Porque quando você vai leva parte de mim, e quando eu vou deixo um pedaço.
Porque se com você já não sou, sem você nunca fui.
Porque nada me inspira mais do que sua ausência.
Porque a gente sempre se conheceu desde o momento em que nossas vidas se cruzaram.
Porque nunca conheci amor mais verdadeiro ... que o meu por ti.
sábado, 4 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Da licença, mas vou falar de mim um cado
Coisas importantes que reparei em mim:
Estou transparente;
Minhas sombrancelhas ficam melhor mais grossas porque assim disfarçam minha enorme buchecha, minha buchecha é imensa;
Estou bem assim mais magra, mas n sei quanto tempo isso vai durar;
Não sou mesmo melhor do que ninguém, mais que isso, sou comum, sou mais uma, não tenho nada de mais, não, não me destaco;
Pedi a Deus um curso intensivo para evoluir mais rápido;
Também não sou muito inteligente, pelo menos nem tanto como eu e muitos imaginávamos;
Apesar de toda coleção de frustações que tenho passado, estou feliz (incrível rapaz!), talvez por pensar sempre que já passei por algo pior, e que na hora ou depois que passa , cada um desses pesares são na verdade mixuquinhas, que alías me fazem cerscer mais e mais;
Estou transparente;
Minhas sombrancelhas ficam melhor mais grossas porque assim disfarçam minha enorme buchecha, minha buchecha é imensa;
Estou bem assim mais magra, mas n sei quanto tempo isso vai durar;
Não sou mesmo melhor do que ninguém, mais que isso, sou comum, sou mais uma, não tenho nada de mais, não, não me destaco;
Pedi a Deus um curso intensivo para evoluir mais rápido;
Também não sou muito inteligente, pelo menos nem tanto como eu e muitos imaginávamos;
Apesar de toda coleção de frustações que tenho passado, estou feliz (incrível rapaz!), talvez por pensar sempre que já passei por algo pior, e que na hora ou depois que passa , cada um desses pesares são na verdade mixuquinhas, que alías me fazem cerscer mais e mais;
Ainda quero conhecer muito mais;
Acho realmente que agora consigo morar com quem for e aonde for;
Quem me conhecia, não pode me reconhecer mais e quem me conhece jamais conseguiria imaginar a Lívia de tempos atrás;
Meu cabelo ama Niterói tanto quanto minhas vistas;
Preciso levantar para fazer xixi de madrugada e parar de prender a vontade e voltar a durmir;
Minhas unhas não são mais as mesmas, mas isso também é michuruquinha.
Quem me conhecia, não pode me reconhecer mais e quem me conhece jamais conseguiria imaginar a Lívia de tempos atrás;
Meu cabelo ama Niterói tanto quanto minhas vistas;
Preciso levantar para fazer xixi de madrugada e parar de prender a vontade e voltar a durmir;
Minhas unhas não são mais as mesmas, mas isso também é michuruquinha.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Flôr de Lis
Valei-me, Deus!
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei,
Que amei, que amei, que amei
Será talvez
Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força
Pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira,
Poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei,
Que amei, que amei, que amei
Será talvez
Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força
Pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira,
Poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
O dia em que também fui outro
Hoje acordei e não reconheci as ruas, as pessoas, os rostos, tudo estava mudado. Senti que não estava em niterói, não sei onde estava, não sei se poderia estar. O tempo era estranho, era ruim, chuvoso. Meu corpo estava enjoado, minha mente confusa, a mil e cansada. Nenhum lugar parecido, nenhuma pessoa era a mesma. Nenhum resquício ou rastro do que eu deixei quando sai. Parece que fiquei por anos fora. O caminho estava mais verde musgo. O silêncio se quebrava pelas lágrimas, não sei se de saudade, não sei se de medo, não sei se de dor, desesperança. O que terá acontecido? Quem estava me apoiando me deu as costas, quem estava distante veio para perto. Senti vontade de me jogar no estranho a permanecer no pequeno conhecido que ainda se disfarçava. Na verdade me roubaram as lembranças, me arrancaram o hábito de roçar a mão entre os cabelos ondulados. Mudei de apartamento de fim de semana, vou voltar a fikar fora enquanto estiver aqui. Fora de onde? Falo como se estivesse em casa, como se isso fosse possível. Já adandonei esse sonho, só quero poder dormir minhas oito horas por noite e poder ir malhar. Onde é que me situo? Os banhos tem sido num chuveiro da academia que era o de sempre, mas agora esta mais vazio, venta mais pela fresta da porta do box, a aguá cai mais curva. Meus sapatos estão guardados. Veio a mágoa, veio risos, o bom humor apesar de tanto tudo, veio consolo, veio insatisfação, sentimento de injustiça. O mundo haverá mudado ou fui eu quem foi atingida por um cometa? Quem me ocupa agora? Quem pensa por mim? Tive que abandonar os meus pertences mais íntimos, mais imprescindíveis, os pensamentos mais fiéis e os comportamentos mais próprios. Talvez deveria ter medo que ninguém mais me reconheça na rua, mas não mudei, fui mudada, é fui outro, me deram outro, me foram outro. E ah, vou me mudar de novo, aqui há varanda, mas não posso sair.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Porque gostamos das coisas como elas são
Nos amamos. Nos amamos porque somos por assim dizer, farinha do mesmo saco. Somos tortos, somos sujos. Somos da vida e nos esquecemos ou só disfarçamos. Gostamos é das coisas desarrumadas, jogadas, da bagunça de um quarto com roupas espalhadas pelo chão, pelas coisas, pelos milhões de cabides que tudo vira para comprotar nossos papeis, nossa desordem.
Gostamos de pijama. Gostamos de pijama de manha, a tarde e a noite, é nós gostamos mesmo de pijama. Gostamos é de beijo, beijo molhado, mordido, com pressa.
Gostamos de toque, do toque apertado, das mãos entrelaçadas, do suor, do arranhão. Dos cabelos meus que ficam pelo chão, dos que caem, dos que você arranca. Gostamos de pescoço, de costas, de pele, do cheiro da pele. Da pele imunda, da pele imunda. Que graça tem a pele limpa, a pele não vivida, não experimentada? Bom é a pele que fala, grita e sussura, escorre, a pele que aquece. Gostamos da flôr da pele.
Acho também os narizes importantes. Somos assim, frutos do mesmo pé, nos damos fácil, nos damos simples, nos damos a quem quizer. Gostamos de nos dar.
Falamos pouco, talvez não mais que sons de um bebê. Falar se tornou dispensável, como se tivéssemos nascidos mudos e os outros sentidos tivessem que ter se apurado ao máximo para dar conta desse desfalque que a falta da fala teria ocasionado. Sentimos mutio, sentimos tanto. Sentimos falta, sentimos paz.
Gostamos de pijama. Gostamos de pijama de manha, a tarde e a noite, é nós gostamos mesmo de pijama. Gostamos é de beijo, beijo molhado, mordido, com pressa.
Gostamos de toque, do toque apertado, das mãos entrelaçadas, do suor, do arranhão. Dos cabelos meus que ficam pelo chão, dos que caem, dos que você arranca. Gostamos de pescoço, de costas, de pele, do cheiro da pele. Da pele imunda, da pele imunda. Que graça tem a pele limpa, a pele não vivida, não experimentada? Bom é a pele que fala, grita e sussura, escorre, a pele que aquece. Gostamos da flôr da pele.
Acho também os narizes importantes. Somos assim, frutos do mesmo pé, nos damos fácil, nos damos simples, nos damos a quem quizer. Gostamos de nos dar.
Falamos pouco, talvez não mais que sons de um bebê. Falar se tornou dispensável, como se tivéssemos nascidos mudos e os outros sentidos tivessem que ter se apurado ao máximo para dar conta desse desfalque que a falta da fala teria ocasionado. Sentimos mutio, sentimos tanto. Sentimos falta, sentimos paz.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
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